Relações entre a Igreja Latina e a Grega durante o Pontificado de Urbano V

Autores

  • Dom Mauro Maia Fragoso, OSB Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro
  • Pedro Henrique Abreu Santos

Resumo

Este artigo apresenta um estudo a respeito do esforço unionista de Urbano V, os motivos que favoreceram a conversão do Imperador bizantino à fé católica e as consequências práticas desde ato imperial na vida da cristandade. A união entre as Igrejas do Ocidente e Oriente esteve na pauta política do papado durante os séculos XIII e XIV, culminando no decreto Laetentur Coeli do Concílio de Florença em 1439, sobre a união de ambas as Igrejas. O esforço unionista de Urbano V foi um dos fatores históricos importantes para o favorecimento da união dos dois braços da cristandade, separados desde 1054. Urbano V adotou uma política de abertura ao Imperador João V Paleólogo, que buscava aproximar-se do Ocidente em busca de auxílio militar contra os invasores otomanos. Além disso, o Imperador mostrara-se favorável às tradições da Igreja do Ocidente, em virtude de seus laços familiares com a Casa de Saboia. As relações diplomáticas entre o papado e o Império Oriental proporcionaram um intercâmbio cultural e teológico entre Oriente e Ocidente fundamental para o intento unionista.
Palavras-chave: Cisma do Oriente. Urbano V. João V Paleólogo. Ecumenismo. Unionismo.

Biografia do Autor

Dom Mauro Maia Fragoso, OSB, Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro

Mauro Maia Fragoso, OSB é monge do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro; Doutor em Geografia na linha de pesquisa Cultura e Natureza pela UERJ; Mestre em Artes Visuais, na linha de História e Crítica da Arte pela Escola de Belas Artes da UFRJ; Especialista de Educação, pela Faculdade de Filosofia de Itaperuna; graduado em Filosofia e Teologia e pós-graduado em História, pela Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro; diretor de patrimônio do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, professor da Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro.

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Publicado

2022-06-28

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