Apontamentos sobre a relação de Paulo de Tarso com o Estoicismo a partir de 1Coríntios

Leonardo dos Santos Silveira

Resumo


O objetivo geral desse artigo é de apresentar elementos da Filosofia estoica na argumentação paulina a partir da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios. Para a realização deste escrito, metodologicamente, o mesmo é uma pesquisa bibliográfica, por meio de um trabalho de investigação qualitativa, considerando a aproximação que se estabelece com o objeto de pesquisa de modo descritivo e interpretativo. Para tanto, num primeiro momento, apresenta-se algumas considerações sobre o Estoicismo romano a partir dos principais nomes desse período, como Musônio Rufo e Sêneca, contemporâneos de Paulo. Afirma-se, por exemplo, que o Estoicismo romano não é uma repetição do Estoicismo antigo, mas traz novas reflexões, principalmente no campo da ética. Depois, uma descrição sintética de quem foi Paulo de Tarso, o apóstolo, e sua correspondência com a comunidade de Corinto. O apóstolo teria enviado no mínimo quatro cartas a essa comunidade, sendo a primeira a que trata de muitos assuntos ligados ao comportamento. E, por fim, o reconhecimento de alguns trechos da carta, nos capítulos 7 e 8, que podem ser identificados como tendo como pano de fundo o pensamento estoico. O argumento de Paulo sobre a escravidão, por exemplo, seria semelhante ao que Sêneca diz em um dos seus textos. Como consequência desse último tópico, constata-se o quanto é importante o conhecimento do pensamento estoico para o conhecimento do pensamento paulino. Por fim, seguem as considerações finais que ressaltam o quanto o Estoicismo é importante para entender os escritos paulinos.

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