RB 19 – Da maneira de Salmodiar

D. Anselmo Chagas de Paiva OSB

Resumo


Salmodia e oração silenciosa não constituem mais do que dois aspectos de uma mesma realidade, dois momentos de um mesmo movimento da alma para Deus. Este capítulo 19 da Regra de São Bento nos ensina como deve ser o nosso comportamento interior, ao tomar parte no Ofício Divino. A estrutura do capítulo é muito simples. Começa com um preâmbulo, no qual se exprime a fé na presença onipresente de Deus, fé que deve ser exercida, sobretudo durante o Ofício Divino (v. 1-2). E como consequência final, São Bento expressa a maneira de se comportar na presença de Deus e de seus anjos (v. 6) e, mais especificamente, no modo de salmodiar: Mens nostra concordet voci nostrae (v 7), em que sintetiza a relevância da espiritualidade do Ofício Divino. Se é verdade que estamos na presença de Deus e lhe oferecemos, na companhia dos anjos, o culto que lhe é oferecido, devemos agir verdadeiramente, com a devida atenção nas palavras do salmo, a serem pronunciadas com a devida apropriação do seu conteúdo, para que os nossos pensamentos concordem com o que dizem os nossos lábios.


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