História, iconografia e semiologia da Igreja Abacial de Nossa Senhora do Monserrate do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro

D. Mauro Maia Fragoso, OSB

Resumo


A proposta desse artigo é apresentar aspectos históricos e iconográficos da igreja abacial de Nossa Senhora do Monserrate do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. A história dessa instituição monástica remonta ao final dos anos de 1580, quando se deu a fundação do cenóbio fluminense. A construção dessa casa religiosa teve início no ano de 1633, quando então os cenobitas deram início à edificação do complexo monástico erigido à margem da baía da Guanabara. Em conformidade com a tradição cristã, o programa da reprodução imagética dessa igreja abacial remonta aos primórdios do cristianismo que, ao se deslocar de Jerusalém para Roma, passando pela Grécia, vai adotando elementos de diferentes culturas. Atingindo o seu amadurecimento no continente europeu, o cristianismo foi transplantado para as terras brasílicas, segundo os diversos matizes hagiográficos que compunham a sua diversidade cultural. Neste sentido, a proposta hagiográfica desse templo é narrar um itinerário religioso que remonta às suas origens hebraicas e à trajetória dos beneditinos ao longo da Idade Média. Partindo da escultura de São Bento, presente no retábulo-mor, a historiografia beneditina avança por 14 pinturas que representam 13 beneditinos que atuaram em diferentes localidades europeias, 14 esculturas de meio vulto que representam outros beneditinos que atuaram em diferentes segmentos da sociedade e, finalmente, oito oragos laterais de âmbito mais abrangente na escala do catolicismo universal.


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