Dioniso e Apolo em Nietzsche: uma recepção peculiar da Grécia Antiga

Rachel Gazolla

Resumo


Resumo: Nietzsche tem uma leitura muito própria sobre a cultura da Grécia Antiga, de modo que sua visão de Dioniso e Apolo não pretende acompanhar o que foram tais deuses para os gregos ou para a Filosofia nascente. Fascinado pela tragédia grega, pois suas linhas mantêm o combate em todos os níveis e são, ao mesmo tempo, Teatro e Religião, o filósofo vê as máscaras de Apolo e a dilaceração típica de Dioniso nessas apresentações do século V a.C., o que vem a servir à sua própria reflexão crítica da racionalidade moderna na qual está ele inserido. Pretende-se apontar algo dessa problemática comparando com a cultura grega vista historicamente e independente da abordagem nietzschiana.

Palavras-chave: Dioniso. Apolo. Máscaras. Mito. Símbolo.

Abstract: Nietzsche has a very own reading about the culture of Ancient Greece, so that his vision of Dionysus and Apollo didn’t intend to follow what were such gods to the Greeks or to the nascent Philosophy. Fascinated by Greek Tragedy, because their lines keep the fight on all levels and are, at the same time, Religion and Theatre, the philosopher sees Apollo masks and the disruption typical of Dionysus in these presentations from the 5th century BC, which serves his own critical reflection on modern rationality in which he is inserted. It is intended to point out something of this problem comparing with Greek culture historically seen and independent of the nietzschean approach.

Keywords: Dionysus. Apollo. Masks. Myth. Symbol.


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